X São Paulo Architecture Bienal: DIY-sports workshop


São Paulo DIY Olympics

Olimpíada Faça Você Mesmo


Manifesto

The theme of the São Paulo X Bienalâ 'City: ways of making, ways of using' seeks to raise awareness regarding the city and its numerous dimensions and scales. The aim is to consider how its construction and design are produced, and the various ways its inhabitants use and appropriate it.

In this context, we, Partizaning came up with the idea of organizing DIY olympics with inhabitants across the city in an attempt to reclaim underused and abandoned public spaces and promote the idea of people's right to their city.

This is also an experiment to highlight the limitations of rules and formality in the city and to encourage a sense of play and freedom within the confines of the built environment.

The idea is to encourage the sense of freedom and spontaneity that should be associated with the idea of urban living and with organized games like the Olympics and other mega games / cups to highlight once again that its not about extreme professionalism and competitiveness, but rather about collaboration, team spirit, fun and play.

We are also interested in the connections between people and the urban environments they live in, and exploring new modes of urban interaction and forming partnerships.

The DIY Olympics and its related events are site specific attempts to memorialize historic aspects of space or of individual histories, connecting art with urbanism and strengthening modes of interaction.


Background

There is evidence from around the world that the Olympics games are no longer about athleticism or sportsmanship but opportunities for advertising, money making and a focus on temporary transformation of a city to the benefit of tourists and not inhabitants. The usually poor urban planning from these mega games resonates with us following the experiences of corruption and lack of benefit to locals seen recently during the commonwealth games in New Delhi, India and in light of the upcoming winter olympics in Sochi, Russia.

For upcoming Olympics in Sochi, the Russian government already spent record amount of money. Russian bloggers counted that for money that was spent for Olympics in every(!) Russian city government could’ve build new swimming pool, ice rink stadium, football stadium, and a basketball stadium, additionally there are enough money to buy every Russian man a professional football, and basketball, every Russian woman a volleyball, a pair of ice skates and skipping rope for every single citizen, roller skates for every kid. And as result we could still have 20 billion rubles to spend for something useful.

In 2013, Brazil witnessed widespread protests over the proposed hikes for public transport around the time of its 2013 Confederation Cup. At the same time, there have been protests in Rio de Janiero where the favellas are being cleared out in preparation for the massive developments in the name of big game. Vast amounts of money are being spent on infrastructure that could well be invested into the social improvements and services for the city. This kind of exclusive and profit driven urban development is part of what we are trying to resist through our DIY games — which is in the spirit of freedom, participation and fun.

The 2013 DIY Olympics in São Paulo will use humor, absurdity and promoting a sense of play in the city — which is often thought of as a restrictive space of work and of consumption. We want people to reconsider their space and relationships within the city.

These games are also part of a global and local manifestation of occupy movements which are about reclaiming the right to space in the city, and resisting how even the city and space become opportunities for money making.

Our games will focus on the 99% of Brazilians who already play football in the streets and hold the right to playing in public spaces. These games are not about rules, exclusivity or restrictions. They are about collaboration, exchange and sportsmanship.

Manifesto

O tema da X Bienal de Arquitetura de Sao Paulo 'Cidade: modo de fazer, modo de usar'. Pretende aumentar a consciência relativa à cidade e suas numerosas dimensões e escalas. O objetivo é considerar como a construção e o projeto da cidade são criados e os vários modos pelos quais seus habitantes a usam e se apropriam dela.

Nesse contexto, nós do Partizaning tivemos a ideia de organizar a Olimpíada do Faça Você Mesmo com os habitantes da cidade, por toda Sao Paulo, numa tentativa de retomar espaços públicos subutilizados ou abandonados e promover a ideia de que as pessoas têm direitos sobre sua cidade.

Essa também é uma experiência para destacar as limitações de regras e normas na cidade e encorajar o senso esportivo e a liberdade além dos limites do espaço construído.

A ideia e encorajar o senso de liberdade e espontaneidade que deveria estar associado à noção de vida urbana e a eventos como a Olimpíada ou à Copa do Mundo e, assim, mostrar que o que importa não é só o extremo profissionalismo e a competitividade, mas também o colaborativíssimo, o espirito de equipe, a brincadeira e a diversão.

Também estamos interessados nas conexões entre as pessoas e os ambientes urbanos em que elas vivem, e em explorar novos modelos de interação urbana e na formação de parcerias.

A Olimpíada do Faça Você Mesmo e os eventos relacionados a ela são tentativas especificas de relembrar aspectos históricos dos espaços ou das as histórias pessoais, ligando a arte com o urbanismo e fortalecendo maneiras de interação.


Pano de fundo

Ha evidencias por todo o mundo de que os Jogos Olímpicos não são mais apenas sobre atletismo ou esportes, mas sim sobre oportunidades de marketing, de negócios e transformações temporárias na cidade sede para beneficiar turistas e não seus moradores. O geralmente mal feito planejamento urbano para esses mega eventos nos remete à corrupção e à falta de benefícios reais para os moradores locais, como recentemente temos visto nos preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados em Sochi, na Rússia, em 2014, e os Jogos da Comunidade Britânica, em Nova Déli.

Para os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, o governo russo já gastou uma quantia recorde. De acordo com blogueiros russos, o dinheiro usado para construir piscinas, quadras, rinques de gelo, estádios de futebol e de basquete é o equivalente ao gasto que se teria para comprar para cada homem russo uma bola profissional de futebol e outra de basquete e, para cada cidadã russa, uma bola oficial de vôlei e um par de patins de gelo, além de uma corda de pular para todos as pessoas do pais e de um par de patins de roda para cada criança.

Durante 2013, os brasileiros foram testemunhas de vários protestos por todo Pais contra o aumento das tarifas de transporte público, na época da Copa das Confederações. Ao mesmo tempo, aconteceram protestos no Rio de Janeiro, onde as favelas foram “pacificadas” como parte dos preparativos para os Jogos Olímpicos. Grandes somas de dinheiro foram gastos em infraestrutura que poderiam ser aplicadas em desenvolvimento social e em serviços de saúde, educação e também rede de esgoto para a cidade. Eh contra esse tipo de desenvolvimento urbano exclusivista e direcionado por dinheiro que estamos tentando resistir com a Olimpíada do Faca Você Mesmo — um evento permeado de espirito de liberdade, participação e diversão.

Os Jogos Olímpicos Faça Você Mesmo 2013 em Sao Paulo terá toques de humor, apelos ao absurdo e promovera o clima de participação na cidade — que normalmente é um espaço restrito ao trabalho e ao consumo. Queremos que as pessoas reconsiderem o espaço em que elas vivem e a sua relação com a cidade.

Esses jogos também são parte de uma manifestação ao mesmo tempo global e local de ocupação, que têm a ver com a proposta de reclamar o direito ao espaço na cidade, e com a resistência a como a cidade e seu espaço frequentemente são vistos apenas como uma oportunidade de fazer dinheiro.

O foco dos nossos jogos serão os 99% da população brasileira que já joga futebol nas ruas e que defende o direito de brincar e se divertir em espaços públicos. Nossos jogos não têm a ver com regras, exclusão ou restrições. Têm a ver com colaboração, compartilhamento, troca e espirito esportivo.

Let's Play!

Vamos jogar!